A HISTÓRIA DO IMPLANTE:
O descobridor da osseointegração foi o médico sueco Per-Ingvar Brånemark; ao inserir câmaras de titânio na fíbula de coelhos em suas experiências, relatou certa dificuldade na hora de removê-las, ao estudá-las notou a intimidade entre osso e titânio. Bränemark faleceu em 20 de Dezembro de 2014 de complicaçoes relativas a um infarto cardíaco aos 85 anos em Gotemburgo, na Suécia.
A primeira parte do século 20 viu uma série de implantes feitos de uma variedade de materiais. Um dos primeiros implantes bem-sucedidos foi o sistema de implante Greenfield de 1913 (também conhecido como berço ou cesta Greenfield).[6] O implante de Greenfield, um implante de iridioplatina anexado a uma coroa de ouro, mostrou evidências de osseointegração e durou vários anos.[6]
Desde 1960 existiram vário tipos de implantes; porém os implantes radiculares ósseo-integrados foram os mais bem sucedidos com taxas de sucesso margeando os 95 % em 5 anos.
Nos tempos modernos, um implante de réplica de dente foi relatado já em 1969, mas o análogo de dente de polimetacrilato foi encapsulado por tecido mole em vez de osseointegrado.[7]
A implantodontia moderna, como prática odontológica estabelecida, fundamenta-se amplamente nos princípios da osseointegração. Um artigo seminal que detalha essa base é “State of the art in oral implants” de Albrektsson e Sennerby (1991)[8]. Este trabalho descreve os conceitos cruciais da osseointegração, que é a conexão direta e estável entre o osso vivo e a superfície de um implante de titânio. Além disso, o estudo explora os diversos fatores que influenciam o sucesso dos implantes, como o design do implante, as características de sua superfície, a qualidade óssea do paciente e as técnicas cirúrgicas empregadas. O artigo solidificou as diretrizes para otimizar os resultados clínicos e expandir as aplicações dos implantes dentários, servindo como um pilar para a compreensão e prática da implantodontia contemporânea.
Convencional
Tem como objetivo a implantação na mandíbula e na maxila, de materiais e aloplásticos destinados a suportar próteses unitárias, parciais ou removíveis e próteses totais e parciais.Ao redor do titânio ocorre a osseointegração que é caracterizada pela formação de tecido ósseo que irá incorporar este material ao organismo. E, é extremamente importante, que o tecido ósseo mantenha-se preservado mesmo quanto o implante dentário seja submetido aos esforços mastigatórios.
A integração óssea deve-se a incapacidade do nosso organismo em detectar o titânio intra-ósseo; devido a suas características bio-inertes (ao se expor ao ar, a superfície do titânio se transforma em óxido de Ti), não acontece a formação de tecido fibroso em volta do implante, permitindo assim o crescimento ósseo ao redor do mesmo, estando em contato íntimo osso e implante.
Entre 3 e 6 meses após a instalação do implante de titânio pode ser iniciada a prótese. Um processo mais recente propõe a instalação rápida de dentes, chamada carga imediata.,